Eu sou uma besta. Eu tenho tanta fé, que eu acredito nas pessoas. Que elas podem cometer erros, mas podem se redimir, cometendo acertos. Que elas, como eu, sofrem ao ver alguém que se ama infeliz.
Esses últimos dias só me mostraram uma coisa: que o que eu quero, falo ou sinto é insignificante. Não vale. O importante é que os outros estejam bem, fazendo o que querem, do jeito que querem e eu continue sendo companheira, apoiando. Não importa se isso vai me fazer infeliz. Porque o que eu sinto não importa. Nunca importou. Porque eu sou insignificante. E quem disse que me amava, na verdade nunca amou. Só sentia-se bem a meu lado, por eu ser companheira, parceira. Mas quando viu uma oportunidade de se aventurar por aí, não pensou na companheira, na parceira, porque achou que ela jamais descobriria. Mas eu descobri e não confio mais. E agora, qualquer coisa que me digam desenterra um monstro. E eu não aguento mais.
Minha auto estima foi pro saco, eu não sei mais o que é isso. E não sei mais o que é amor.
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