Tuesday, April 19, 2011

Eu sou uma besta. Eu tenho tanta fé, que eu acredito nas pessoas. Que elas podem cometer erros, mas podem se redimir, cometendo acertos. Que elas, como eu, sofrem ao ver alguém que se ama infeliz.

Esses últimos dias só me mostraram uma coisa: que o que eu quero, falo ou sinto é insignificante. Não vale. O importante é que os outros estejam bem, fazendo o que querem, do jeito que querem e eu continue sendo companheira, apoiando. Não importa se isso vai me fazer infeliz. Porque o que eu sinto não importa. Nunca importou. Porque eu sou insignificante. E quem disse que me amava, na verdade nunca amou. Só sentia-se bem a meu lado, por eu ser companheira, parceira. Mas quando viu uma oportunidade de se aventurar por aí, não pensou na companheira, na parceira, porque achou que ela jamais descobriria. Mas eu descobri e não confio mais. E agora, qualquer coisa que me digam desenterra um monstro. E eu não aguento mais.

Minha auto estima foi pro saco, eu não sei mais o que é isso. E não sei mais o que é amor.

Thursday, April 14, 2011

"The dark powers of hell spat up a terrible curse and you have seen it working. By day, Isabeau is the beatiful bird you brought to me. And by night, as you already guessed, the voice of the wolf that we hear is the cry of Navarre. Poor dumb creatures. with no memory of the half life of their existence, never touching, in the flesh. Only the anguish of a split second at sunrise and sunset. When they can almost touch... but not.


Always together.... eternally apart."

Ladyhawke

Wednesday, April 13, 2011

Meu pai me comunica hoje que não vai mais vender a casa porque acha que eu não vou dar conta de assumir uma dívida de um apartamento. Quando eu esbravejo, dizendo que ele não confia em mim, que eu nunca faço nada certo, que nunca decidi nada por mim mesma, ele rebate que só quer o meu bem, que eu nem consigo me sustentar com o meu salário. Quando eu pedi dinheiro pro meu pai? Quando precisei de dinheiro dele pra pagar minhas contas? Nunca. Aliás, nos últimos tempos, o dinheiro que eu tinha guardado acabou porque eu dei pra ele arrumar a casa pra vender. Eu só queria entender porque ele acha que eu sou tão incapaz assim. É o que eu sempre disse, quando me perguntavam porque eu me subestimava. Se nem meus pais acreditam em mim, como um estranho vai acreditar? Como eu vou conseguir alguma coisa na minha vida se os meus pais, aqueles que me criaram, que me fizeram desse jeito acham que falharam, que eu sou burra, que não sei me cuidar, que não tenho talento pra nada?

Cansei de ter fé em pessoas que não têm fé em mim. Em menos de uma semana eu fui menosprezada pelo meu namorado e pelos meus pais. Parece que eu não consigo ficar em pé, é um tombo atrás do outro.

Minha vida nunca foi um mar de rosas. Eu sempre tive que lutar (muito) pra conseguir o que queria. Falhei na maioria das vezes, porque não decidi por mim. Porque fiquei me preocupando com os outros e esqueci de mim. Chegou a hora de parar de pensar nos outros.

Eu estou cansada.

Deus, por favor, me dê uma luz antes que eu faça uma besteira!

Sunday, April 10, 2011

Eu criei esse blog em 2006, numa tentativa frustrada de destilar meus venenos, revelar meus segredos e descontar raivas, contar alegrias. Obviamente, nunca contei pra ninguém que tinha um blog, afinal, não era a intenção. Era o meu porto seguro, onde eu podia falar tudo sem ser julgada, sem que meus amigos, inimigos e qualquer conhecido me achasse. Cinco anos depois eu volto, apago TODAS as 489 postagens com excessão de uma: a que conta a primeira vez que eu encontrei com você. Não posso garantir que o que está escrito seja verdade, pois tive que contar com declarações de outra pessoa e não sei se foram verdadeiras. Da minha parte, foi o que aconteceu. Da sua eu nunca vou saber.

O motivo pelo qual eu voltei pra escrever é óbvio: você partiu meu coração. Há 3 anos atrás você era casado e nem nos meus sonhos mais loucos eu imaginava fazer parte da sua vida. Hoje, o nosso namoro está em crise, se é que pode se chamar de namoro... mas eu só voltei porque talvez aqui eu finalmente consiga expressar meus sentimentos. Você me perguntou por diversas vezes hoje o que eu estava sentindo. E eu não consegui responder. Tento agora, por aqui:




Quinta-feira eu tive um pesadelo. Apesar de acordar assustada, não dei muito atenção, afinal, confiava em você cegamente. Quando abri o e-mail fatídico, minhas pernas falharam. Perdi o ar, a cor. O estômago revirou, eu não sabia o que fazer. Eu passei o resto do dia tentando entender o que tinha acontecido, pra falar a verdade, eu tentei pensar em mil maneiras de justificar o e-mail como um mal entendido, você JAMAIS teria aquele tipo de conversa. Mas não dava pra tapar o sol com a peneira, o e-mail estava lá, piscando na minha cara.

Me controlei como podia (apesar de que ficou provado que eu falhei) e, no fim da noite, te confrontei. Você não negou. Não dava pra negar, porque era verdade. Mas nunca me disse o por quê. Se você tivesse me apunhalado, doeria menos. Eu ainda não consigo entender, ainda não consigo olhar pra você. O amor morreu em mim.

Na sexta-feira continuei querendo acreditar que tudo tinha sido um pesadelo e que você não tinha feito nada daquilo. Mas as mensagens e as ligações perdidas no meu celular provavam que tinha realmente acontecido. Eu queria sumir do mundo, mas você me trazia toda hora de volta, me ligando a toda hora, me pressionando pra fazer algo que eu não queria, porque eu não queria olhar pra você, eu não queria te ver, não queria ouvir a sua voz, ela me machucava.

O problema todo é que eu ainda não entendi o por quê. E você nunca me disse e hoje eu sei que você não vai me dizer, porque você também não sabe, mas com certeza, apesar de você dizer que não falta nada, faltou alguma coisa e por isso você foi buscar em outro lugar. Eu já repassei tantas vezes a nossa vida juntos pra ver o que podia ter feito diferente pra que você não precisasse fazer aquilo, mas, além de tudo, sou burra, não consegui enxergar onde eu falhei com você.

Eu queria que tudo isso fosse mentira, mas não é. Eu preferiria que você me dissesse: estou gostando dela, estou confuso, não sei o que eu quero. Mas você insiste em dizer que foi uma brincadeira idiota, o que me faz sofrer ainda mais, porque você jogou tudo o que a gente lutou, tudo o que a gente sofreu, tudo o que a gente enfrentou por uma "brincadeira idiota".

O chão abriu sobre os meu pés e eu cai no buraco. Sozinha, descontrolada e sem saber o que fazer. Porque a solução ainda não apareceu, não está bom do jeito que está. Eu preciso voltar a dormir sem ter pesadelo (que ironia, você sempre me mandava mensagem de boa noite pedindo pra eu sonhar com você, agora eu sonho, mas é sempre o mesmo pesadelo). Eu preciso conseguir pelo menos tocar a minha vida profissional. Mas eu não consigo.

Porque, apesar da carcaça que todo mundo adora, achando que eu tô sempre em alto astral, sempre sorrindo, 90% do tempo eu estou triste, atormentada. E como toda boa depressiva (sim, como eu te disse, eu não sei quem você é, mas você também não me conhece), eu acho que tudo é o fim do mundo. Mas dessa vez foi diferente. É o fim do mundo. Pelo menos o fim do mundo onde eu e você éramos felizes. E o sofrimento é angustiante porque até pensar em casar (por essa eu tenho certeza que você não esperava) com você eu pensei. Pela primeira vez na minha vida eu me imaginei vivendo com alguém.

Eu não sei o que o futuro nos reserva, mas meus instintos estão me dizendo que não há nada de bom. Ainda que a gente fique junto, não vai ser como antes. Porque eu não te vejo mais com os mesmos olhos. E você me feriu de uma forma que só você poderia me ferir, mas que eu punha minha mão no fogo que nunco faria. Talvez eu esteja sendo castigada, pela maneira como tudo começou. Talvez esteja sendo castigada por querer demais, por amar demais. Não sei, não me sinto bem e o vazio não tem fim.

Estou considerando a possibilidade de ir morar na praia com os meus pais. Só quero minha paz de volta, pois você a roubou e agora insiste em não me devolver.

Meu corpo todo dói. Minha cabeça, meu estômago, meu peito. As lágrimas vêm com tal força que eu não consigo segura-las. Eu nunca chorei tanto. Agora, é o que eu mais faço. Tenho medo de dormir, eu vou ter pesadelo de novo. Mas o que mais machuca é saber que eu nunca mais vou te olhar com os mesmo olhos. Mesmo que algum dia eu volte a confiar em você, o que eu acho difícil.

Eu não errei, eu te amei.