Monday, December 09, 2013

Triste. Mais uma vez. Pelo mesmo motivo. Eu ando muito sensível, com as emoções a flor da pele. E tudo o que ele me faz, conta. Conta pontos a favor ou contra. Dessa vez foi mais um contra. Fomos pra praia. Eu na sexta, ele no sábado (tínhamos combinado de ir juntos, mas ele mudou os planos de última hora). Essa foi a primeira.
No sábado, ele chegou dizendo que estava morrendo de saudades e queria matar essa saudade ficando juntinho. Fomos pra praia e, na volta, ele ficou conversando com os amigos e eu deitada, com a cabeça explodindo. Ele só foi descobrir isso quando uma amiga o chamou dizendo que eu não estava bem. Foi até lá, perguntou o que eu tinha. Disse que minha cabeça doía e pedi que ele pegasse o remédio na minha nécessaire. Ele pegou, me deu e voltou a conversar com os amigos. Essa foi a segunda. Fui até onde ele estava, ele me perguntou se eu tinha melhorado. Eu disse que não, mas que eu queria ficar com ele, apesar da saudade dele já ter passado. Disse que eu estava dormindo e não quis me incomodar. Eu não estava dormindo. Ele não foi nenhuma vez ver onde eu estava. Essa foi a terceira.
Voltamos da praia. Ele arrancou com o carro dele e me largou pra trás. Essa foi a quarta.
Ele me diz que no próximo sábado tem encontro técnico no trabalho. Eu questiono e ele acaba dizendo que é a festa de encerramento. Essa é a quinta
Hoje ele me diz que vai trabalhar no sábado de manhã e quer saber se a gente tinha algo marcado. Aproveito para dar uma alfinetada. Digo: bom, a gente podia ficar junto, mas beleza, vai trabalhar e depois vai pro "encontro técnico". Ele tenta corrigir dizendo que eu vou com ele. Meus nervos já estão no limite. Aproveito e dou mais uma alfinetada. Digo que não vou, pois também tenho vida e minhas coisas pra fazer. Ele diz que não vai mais dar aula, então. E depois me chama no whatsapp para dizer que foi desnecessário eu ter postado no facebook: "Prioridades. É incrível como elas podem ter surpreender ou decepcionar."
O que ele não entende é que o que me deixa chateada é que eu sempre tenho que "pedir" a atenção dele. Eu sempre o apoio, tento dar força, mas ele sequer quer saber da minha vida. Eu não sou prioridade pra ele. E, se eu não falo nada, pra ele é normal passar o sábado trabalhando, em reunião, aqui, acolá, mas não comigo.
Na praia, uma amiga tinha terminado namoro e ele disse que elas não estão na mesma página, por isso o namoro não foi pra frente. Que eu sempre o apoiava, que esse ano ele deu prioridade ao trabalho dele e eu apoiei.
Ele não sabe sobre o meu trabalho. O que ele sabia já não sabe mais. Porque a última vez que eu tentei contar alguma coisa que aconteceu, ele alegou que não estava me escutando (pelo celular, claro que não foi pessoalmente) e que depois a gente conversava e desligou. Mas antes de falar de mim, ficamos 15 minutos falando dele e o celular não falhou nenhuma vez.
Me ligou hoje para questionar porque eu não quero mais participar do amigo secreto da família, se tinha acontecido alguma coisa. E depois disse que é um direito meu, se eu não quero participar, não vou participar. E ponto. Resultado: provavelmente ele vai passar o ano novo com os primos e eu sozinha.
Muito triste com essa situação. MUITO.
Queria ser a prioridade de alguém. Só de uma pessoa já tava bom. Pra saber como é a sensação.