Thursday, August 15, 2013

Hoje eu tive a discussão do meu PDI. Que patético. Falamos sobre tudo, menos sobre o PDI! E tudo por quê? Porque eu não tenho um PDI! Sim, aquele que eu fiz no começo do ano, que me encheu de esperança que as coisas iriam melhorar não serviu de nada, já que nada do que eu devia fazer ali eu pude fazer.
Yoga - Esquece, a Peçonha armou um circo que até eu riria. Devo confessar que foi uma jogada de mestre! Ela é ardilosa. Conseguiu me ferrar sem queimar a criançona, nem a mais burra de todos os tempos nem ela mesma! Mas eu tenho fé que um dia a trama será descoberta.
Cursos - Pra que, se eu tô me lixando pra essa empresa? Trabalho com 3 amebas na mesma sala, vou lá me preocupar com meu crescimento profissional? E vamos combinar, né? Pra chegar aos meus pés, pode juntar as 3 numa pessoa só, cortar um braço meu e dar informações privilegiadas a elas que eu ainda sou infinitamente mais capaz! (Não, não é convencimento. É realidade.)
Controlar meu ímpeto - Ah, essa valeu a pena. Valeu esperar esses oito meses e ver a cara dele quando eu contei o que eu aguentei quieta! Ele parecia custar a acreditar, mas eu tenho certeza que acreditou. Por que não acreditaria? Eu não menti e ninguém tem motivos para não acreditar no que eu disse, porque todo mundo sabe que, no fundo, é a verdade.
Fortalecer as relações - Essa eu também tive prazer de dizer que não tenho interesse em fortalecer as relações.  Fortalecer relações com 3 amebas seria demais. Prefiro trabalhar solo.
Enfim, no final, falando mais das coisas estúpidas que ocorrem dentro dessa sala do que sobre o meu PDI. E foi gratificante ouvir que o meu crescimento profissional é muito maior do que o de qualquer uma delas. Que, com certeza, a minha carreira terá muito mais sucesso que a delas. Que eu sou uma profissional qualificada para qualquer ambiente de trabalho. E que meu CV é muito bom.
Mas, mais gratificante, foi ver a cara de surpresa dela ao descobrir que a "Golden Girl" é uma decepção.
É, eu quero estar lá, assistindo de camarote.

Monday, August 12, 2013

Voltando a escrever por aqui. Por que eu sempre venho aqui quando a coisa não está boa?
Talvez seja exatamente um dos motivos de "a coisa" não estar boa... Eu não tenho com quem conversar. Às vezes me sinto um fantasma. É como se eu visse tudo o que acontece, mas as pessoas não me vêem. Todo mundo quer desabafar, jogar seu "lixo", suas dores, suas frustrações em mim. Devo ter estampado na testa "ouvidora de problemas". Seja amigo, colega de trabalho, namorado... Todo mundo quer me contar as coisas. Acho que isso seria bom, é sinal de que confiam em mim, senão fosse por um detalhe: ninguém quer me ouvir.
No fim de semana anterior ao dia dos pais eu pensei seriamente em sumir (pra não dizer outra coisa...). E tudo o que eu ganhei foi um esporro do namorado, uma ignorada do pai e da mãe e uma noite mal dormida.
Tem uma colega de trabalho que chega a ser engraçado... Ela tá apaixonada e eu tenho que ouvir a ladainha todo santo dia. Se eu começar a cantar enquanto ela fala, ela não percebe! Eu já berrei na cara dela: DEIXA EU FALAR UM POUCO? VOCÊ PODE CALAR A BOCA POR 3 MINUTOS??? E ela continuou falando! Eu virei depósito de lixo da vida alheia. Considerando o fato de eu ter o meu próprio lixo, é difícil segurar a onda. Fico pensando em psicólogos, acho que eles devem ter psicólogos para poder aguentar...
Não sei o meu futuro. Não estou falando retoricamente, a coisa no escritório não está boa e eu não sei se estou envolvida na parte "não boa". Todo dia é um inferno. Eu tenho que passar o dia numa sala com 3 pessoas que me odeiam e aguentar meu chefe mal educado e grosso me pressionando. Eu não sei o que é pior. Isso porque eu não tenho muita paciência pra gente burra. E como eu não sei se a coisa tá boa pro meu lado, eu aguento quieta. Hoje meu chefe pediu algumas ligações pra pessoa que eu considero "a mais burra de todos os tempos", porque eu sequer consegui imprimir a agenda dele, tamanha a correria. O que ela fez? Me mandou um e-mail falando que ele queria falar com essas pessoas. E não ligou pra ninguém. Quando ele cobrou, ainda ficou brava, porque tinha me enviado um e-mail! Eu tinha que ter visto! Realmente, a culpa é minha, eu não faço porra nenhuma o dia inteiro, podia ter feito as ligações...
Em casa, a coisa não fica muito atrás. Se não fosse minha cachorra, eu passaria despercebido! Seria cômico, senão fosse trágico. Eu estou contando algo que aconteceu no meu dia, alguma coisa que me entristeceu, magou ou o diabo que o valha. Eles simplesmente começam a conversar, falando por cima de mim e eu fico falando com a parede...
E, por último, mas não menos importante, meu namorado. Sempre foi tão gentil, tão carinhoso. Eu nunca o vi berrando com alguém como berrou comigo no domingo passado. Se eu não tivesse ido pra casa dele, teria passado o domingo sozinha. Ontem, depois de ter passado o dia com o pai, chegou em casa quase 7 horas da noite (acho que eu não mencionei que ele trabalha até tarde e a gente só se vê de fim de semana) e deita no sofá com a filha e dorme. Isso não seria nada, a não ser pelo fato de que, de vez em quando, eu também preciso de apoio.
E o pior: nessas de não ter ninguém, eu nem sei o que eu estou fazendo de errado, porque eu não tenho alguém pra me mostrar...
Ontem eu ouvi que "eu tenho um emprego bom, saúde, porque eu tô tão agoniada"... Bom, deve ser pelo fato de não ter um emprego bom (não que não seja bom, mas não ESTÁ bom), de fazer 2 semanas que eu tenho que tomar remédio para dor de cabeça 3 VEZES AO DIA, e não ter perspectiva nenhuma de melhora. Em nenhum aspecto.
Provavelmente vou voltar aqui com mais frequência. Isso é, se o blogspot não me largar falando sozinha também....