Monday, July 25, 2011

O que me incomoda não é gente burra. É gente burra que não faz nada pra evoluir. Gente que é burra e vai continuar sendo burra pro resto da vida. Como diz meu sogro: "quem nasceu pra ser burro, nunca será cavalo."

Não digo isso porque sou a mais esperta, veja bem. Mas porque eu me garanto. Se eu não sei, eu procuro saber. Se eu aprendo, não fico enchendo ninguém pra me ensinar de novo por ter esquecido e simplesmente ser mais fácil ficar perdendo o tempo de outro do que perder o meu correndo atrás da informação... Eu nunca digo "não sei", digo "vou pesquisar e te informo". Porque hoje em dia não existe informação impossível de conseguir. O Seu Google tá aí pra isso.

Também não falo isso por achar que sou perfeita. Cometo muitos erros (aliás, lembro de uma amiga de trabalho que dizia: quem faz muito erra muito, quem não faz nada não erra.), mas aprendo com eles. E tento sempre fazer melhor.

Por exemplo:

Tem um diretor da empresa onde eu trabalho que é um mala. Daqueles que você pega raiva e não consegue mais nem olhar pra cara dele. Ele é daqueles que, quando quer alguma coisa, quer que você faça milagre pra conseguir e, quando consegue, acha que você não fez nada além da obrigação. Acha que dinheiro compra tudo e que você só é alguém se tem dinheiro. É daqueles que pede uma planilha e, por mais que você faça uma macro no excell, com todas as informações que ele precisa, super organizada e detalhada, ele põe defeito porque você não usou a fonte que ele queria. Curiosamente, ele só faz merda. Comprou um monte de perfume pela internet e, obviamente "esqueceu" que esse tipo de mercadoria não entra no país. RESULTADO: 6 vidros de perfume de presente para as esposas dos aduaneiros...

Aprendeu com o erro? Claro que não! Comprou um lustre na Itália. Caríssimo, obra de arte. Só não sabia que obra de arte tem mais de 100 anos e o lustre tem 15... Tá até agora numa caixa na galeria italiana esperando uma maneira de burlar as leis alfandegárias para trazer pra cá... (detalhe: seria possível trazer o bendito lustre, porém, o "espertão" quis ser mais esperto do que já é e pediu uma NF num valor pífio e agora o plano B não é mais possível, pois o valor da NF não bate com o valor pago).

Mas não foi por isso que eu resolvi escrever... Filho de peixe, peixinho é, e a secretária que está o assessorando (pois a secretária dele se mandou, dizendo que não é obrigada a trabalhar com um imbecil - ponto pra ela) é tão burra ou MAIS burra que ele. Isso porque o Smart Boy vai pra Boston no mês que vem e quer o bendito perfume... Mais fácil, já que ele vai meter a porra do perfume na mala e despachar, logo é só comprar o perfume e mandar entregar no hotel onde ele vai ficar, certo? Errado. O bonito quer saber como foi comprado da última vez (daquela, que ficou parado na alfândega). Acontece que da última vez, o perfume foi comprado na fábrica do perfume em Londres. Ligamos pra lá e fomos informados que não podemos comprar mais com cartão de crédito, a menos que o cartão seja do mesmo lugar onde o perfume será entregue, o seja, USA. Lógico que não é e, ao invés da espertona falar isso pra ele, falou que não entregam nos USA. Mas, como se da outra vez entregaram até no Brasil???? Tudo bem, ficou na alfândega, mas veio! Agora, a besta não sabe o que falar pro imbecil...

O cara me manda um e-mail pedindo pra colocar na agenda dele uma reunião na terça-feira, às 16:00. Por que diabos a reunião está na agenda de segunda-feira???

O meu chefe liga na minha hora de almoço. Ela atende. Ele pede a gentileza de que ela peça pra eu colocar uma reunião na agenda dele às 14:00. Ela não me avisa e coloca às 11:00. Quando eu olho e vejo o erro, questiono e ela bate o pé que é às 11:00. Ligo pro meu chefe e ele confirma às 14:00. Alguns minutos depois, meu chefe liga e eu estou no pipi room. Ele pede mil vezes pra ela prestar atenção. Ela se ofende. Quando eu saio do banheiro, ela me diz, brava: "Se seu chefe me tratar assim de novo, vou falar pra ele que eu sou loira, ma não burra!"

Voltando a questão do perfume, digo a ela: Não fica explicando mil coisas pra ele. Entra em contato com o hotel (de preferência por e-mail, pra ter tudo documentado) pra ver se eles aceitam receber a encomenda pra ele e explica que a encomenda vai chegar quando ele ainda é uma reserva, não hóspede. Ligou no hotel, cometendo o primeiro erro. Sim, porque agora não tem prova nenhuma que o hotel se responsabilizará pela encomenda. Mas beleza, esperamos que o pessoal do hotel seja idôneo. Procura o perfume na internet e, EURECA!, a Amazon vende. Ótimo, basta fazer o cadastro e mandar bala, Amazon é ótimo, já comprei milhares de coisas lá. Comete o segundo erro: Ao invés de mandar um e-mail pra ele explicando a situação e fazendo tudo, pergunta pro diretor se ele tem cadastro no Amazon, assim ele me passa o login e senha dele e ela compro. Porra, se o cara tem que fazer tudo isso, é mais fácil ele ir direto e comprar!!! Mesmo porquê, não é mais fácil verificar todo o processo, mandar pra ele e só colocar a simples pergunta: "posso comprar?" E se ele autorizar, você faz o cadastro no site, compra e reza pra dar tudo certo, afinal, por que daria errado??? Mas como o diretor é questão é tão burro quanto ela fica enchendo de perguntas (como a pergunta sobre a primeira compra que deu errado) e agora ela passa o dia enchendo meu saco: "o que eu faço, como eu faço, tô ferrada!" E faz comentários do tipo: "eu sou uma besta mesmo, como eu sou burra"... Pra que a gente fique jogando confete nela pra que ela se sinta melhor...

Não era mais fácil se sentir melhor fazendo as coisas certas???

Tuesday, April 19, 2011

Eu sou uma besta. Eu tenho tanta fé, que eu acredito nas pessoas. Que elas podem cometer erros, mas podem se redimir, cometendo acertos. Que elas, como eu, sofrem ao ver alguém que se ama infeliz.

Esses últimos dias só me mostraram uma coisa: que o que eu quero, falo ou sinto é insignificante. Não vale. O importante é que os outros estejam bem, fazendo o que querem, do jeito que querem e eu continue sendo companheira, apoiando. Não importa se isso vai me fazer infeliz. Porque o que eu sinto não importa. Nunca importou. Porque eu sou insignificante. E quem disse que me amava, na verdade nunca amou. Só sentia-se bem a meu lado, por eu ser companheira, parceira. Mas quando viu uma oportunidade de se aventurar por aí, não pensou na companheira, na parceira, porque achou que ela jamais descobriria. Mas eu descobri e não confio mais. E agora, qualquer coisa que me digam desenterra um monstro. E eu não aguento mais.

Minha auto estima foi pro saco, eu não sei mais o que é isso. E não sei mais o que é amor.

Thursday, April 14, 2011

"The dark powers of hell spat up a terrible curse and you have seen it working. By day, Isabeau is the beatiful bird you brought to me. And by night, as you already guessed, the voice of the wolf that we hear is the cry of Navarre. Poor dumb creatures. with no memory of the half life of their existence, never touching, in the flesh. Only the anguish of a split second at sunrise and sunset. When they can almost touch... but not.


Always together.... eternally apart."

Ladyhawke

Wednesday, April 13, 2011

Meu pai me comunica hoje que não vai mais vender a casa porque acha que eu não vou dar conta de assumir uma dívida de um apartamento. Quando eu esbravejo, dizendo que ele não confia em mim, que eu nunca faço nada certo, que nunca decidi nada por mim mesma, ele rebate que só quer o meu bem, que eu nem consigo me sustentar com o meu salário. Quando eu pedi dinheiro pro meu pai? Quando precisei de dinheiro dele pra pagar minhas contas? Nunca. Aliás, nos últimos tempos, o dinheiro que eu tinha guardado acabou porque eu dei pra ele arrumar a casa pra vender. Eu só queria entender porque ele acha que eu sou tão incapaz assim. É o que eu sempre disse, quando me perguntavam porque eu me subestimava. Se nem meus pais acreditam em mim, como um estranho vai acreditar? Como eu vou conseguir alguma coisa na minha vida se os meus pais, aqueles que me criaram, que me fizeram desse jeito acham que falharam, que eu sou burra, que não sei me cuidar, que não tenho talento pra nada?

Cansei de ter fé em pessoas que não têm fé em mim. Em menos de uma semana eu fui menosprezada pelo meu namorado e pelos meus pais. Parece que eu não consigo ficar em pé, é um tombo atrás do outro.

Minha vida nunca foi um mar de rosas. Eu sempre tive que lutar (muito) pra conseguir o que queria. Falhei na maioria das vezes, porque não decidi por mim. Porque fiquei me preocupando com os outros e esqueci de mim. Chegou a hora de parar de pensar nos outros.

Eu estou cansada.

Deus, por favor, me dê uma luz antes que eu faça uma besteira!

Sunday, April 10, 2011

Eu criei esse blog em 2006, numa tentativa frustrada de destilar meus venenos, revelar meus segredos e descontar raivas, contar alegrias. Obviamente, nunca contei pra ninguém que tinha um blog, afinal, não era a intenção. Era o meu porto seguro, onde eu podia falar tudo sem ser julgada, sem que meus amigos, inimigos e qualquer conhecido me achasse. Cinco anos depois eu volto, apago TODAS as 489 postagens com excessão de uma: a que conta a primeira vez que eu encontrei com você. Não posso garantir que o que está escrito seja verdade, pois tive que contar com declarações de outra pessoa e não sei se foram verdadeiras. Da minha parte, foi o que aconteceu. Da sua eu nunca vou saber.

O motivo pelo qual eu voltei pra escrever é óbvio: você partiu meu coração. Há 3 anos atrás você era casado e nem nos meus sonhos mais loucos eu imaginava fazer parte da sua vida. Hoje, o nosso namoro está em crise, se é que pode se chamar de namoro... mas eu só voltei porque talvez aqui eu finalmente consiga expressar meus sentimentos. Você me perguntou por diversas vezes hoje o que eu estava sentindo. E eu não consegui responder. Tento agora, por aqui:




Quinta-feira eu tive um pesadelo. Apesar de acordar assustada, não dei muito atenção, afinal, confiava em você cegamente. Quando abri o e-mail fatídico, minhas pernas falharam. Perdi o ar, a cor. O estômago revirou, eu não sabia o que fazer. Eu passei o resto do dia tentando entender o que tinha acontecido, pra falar a verdade, eu tentei pensar em mil maneiras de justificar o e-mail como um mal entendido, você JAMAIS teria aquele tipo de conversa. Mas não dava pra tapar o sol com a peneira, o e-mail estava lá, piscando na minha cara.

Me controlei como podia (apesar de que ficou provado que eu falhei) e, no fim da noite, te confrontei. Você não negou. Não dava pra negar, porque era verdade. Mas nunca me disse o por quê. Se você tivesse me apunhalado, doeria menos. Eu ainda não consigo entender, ainda não consigo olhar pra você. O amor morreu em mim.

Na sexta-feira continuei querendo acreditar que tudo tinha sido um pesadelo e que você não tinha feito nada daquilo. Mas as mensagens e as ligações perdidas no meu celular provavam que tinha realmente acontecido. Eu queria sumir do mundo, mas você me trazia toda hora de volta, me ligando a toda hora, me pressionando pra fazer algo que eu não queria, porque eu não queria olhar pra você, eu não queria te ver, não queria ouvir a sua voz, ela me machucava.

O problema todo é que eu ainda não entendi o por quê. E você nunca me disse e hoje eu sei que você não vai me dizer, porque você também não sabe, mas com certeza, apesar de você dizer que não falta nada, faltou alguma coisa e por isso você foi buscar em outro lugar. Eu já repassei tantas vezes a nossa vida juntos pra ver o que podia ter feito diferente pra que você não precisasse fazer aquilo, mas, além de tudo, sou burra, não consegui enxergar onde eu falhei com você.

Eu queria que tudo isso fosse mentira, mas não é. Eu preferiria que você me dissesse: estou gostando dela, estou confuso, não sei o que eu quero. Mas você insiste em dizer que foi uma brincadeira idiota, o que me faz sofrer ainda mais, porque você jogou tudo o que a gente lutou, tudo o que a gente sofreu, tudo o que a gente enfrentou por uma "brincadeira idiota".

O chão abriu sobre os meu pés e eu cai no buraco. Sozinha, descontrolada e sem saber o que fazer. Porque a solução ainda não apareceu, não está bom do jeito que está. Eu preciso voltar a dormir sem ter pesadelo (que ironia, você sempre me mandava mensagem de boa noite pedindo pra eu sonhar com você, agora eu sonho, mas é sempre o mesmo pesadelo). Eu preciso conseguir pelo menos tocar a minha vida profissional. Mas eu não consigo.

Porque, apesar da carcaça que todo mundo adora, achando que eu tô sempre em alto astral, sempre sorrindo, 90% do tempo eu estou triste, atormentada. E como toda boa depressiva (sim, como eu te disse, eu não sei quem você é, mas você também não me conhece), eu acho que tudo é o fim do mundo. Mas dessa vez foi diferente. É o fim do mundo. Pelo menos o fim do mundo onde eu e você éramos felizes. E o sofrimento é angustiante porque até pensar em casar (por essa eu tenho certeza que você não esperava) com você eu pensei. Pela primeira vez na minha vida eu me imaginei vivendo com alguém.

Eu não sei o que o futuro nos reserva, mas meus instintos estão me dizendo que não há nada de bom. Ainda que a gente fique junto, não vai ser como antes. Porque eu não te vejo mais com os mesmos olhos. E você me feriu de uma forma que só você poderia me ferir, mas que eu punha minha mão no fogo que nunco faria. Talvez eu esteja sendo castigada, pela maneira como tudo começou. Talvez esteja sendo castigada por querer demais, por amar demais. Não sei, não me sinto bem e o vazio não tem fim.

Estou considerando a possibilidade de ir morar na praia com os meus pais. Só quero minha paz de volta, pois você a roubou e agora insiste em não me devolver.

Meu corpo todo dói. Minha cabeça, meu estômago, meu peito. As lágrimas vêm com tal força que eu não consigo segura-las. Eu nunca chorei tanto. Agora, é o que eu mais faço. Tenho medo de dormir, eu vou ter pesadelo de novo. Mas o que mais machuca é saber que eu nunca mais vou te olhar com os mesmo olhos. Mesmo que algum dia eu volte a confiar em você, o que eu acho difícil.

Eu não errei, eu te amei.